15 November, 2019, 20:26

Beber um Vinho de 8 Mil Anos. Agora é possível no Brasil

Já pensou em beber um vinho de 8 mil anos de história? Pois é, a UNESCO já reconhece como Patrimônio Cultural da Humanidade o processo milenar da produção vinícola da Geórgia, país da Europa Oriental onde são cultivadas 525 variedades de uvas nativas.

Aparentemente tudo começou em um qvevri há 8 mil anos e que continua sendo usado na produção dos vinhos até hoje no país.

Qvevri é o nome dado às tradicionais ânforas de barro usadas para armazenar uvas, que gera uma fermentação espontânea.

Os vinhos da Geórgia são feitos nessas grandes ânforas em forma de ovo, sem alças, que após receber as uvas são enterradas por períodos de 12 a 14 meses. A fermentação faz com que alguns dos vinhos brancos se tornem cor de laranja. Já os vinhos tintos, trazem aromas que lembram romã, figo, mirtilo e amora e, na boca, muito frescor.

Segundo o sommelier Tiago Pereira “As qualidades olfativas e gustativas dos vinhos da Geórgia exaltam frutuosidade e frescor, que são reflexos do seu terroir, o que permite que a qualquer ensejo tenha várias opções acessíveis para oferecer”.

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qvevri - ânforas em formato de ovas

Qvevri. Fonte desconhecida

Qvevri enterrada. Fonte desconhecida

No Brasil, o vinho da Geórgia ainda é pouco conhecido, mas já está chegando para a gente poder degustar essa história de 8 mil anos. Tudo foi influência do embaixador da Polônia em Brasília, que sugeriu a região para a Wine7,  importadora brasileira que já traz ao Brasil uma vodka polonesa de categoria premium.

Os próprios nomes das uvas nativas da Geórgia já chamam a atenção no rótulo: Rkatsiteli (branca) e Saperavi (tinta). Imagina com uma história de produção de vinho de 8 mil anos.

Os preços dos vinhos de 8 mil anos? Chegam ao consumidor final entre R$ 52 e R$ 500.

Fonte: IstoÉ Dinheiro. 26/08/2019

Ex Limão com Alecrim, formada em gastronomia, apaixonada por esportes, vinho, boa gastronomia e viagens.

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